Sarna canina: o que é e como evitar?

Você sabia que há diversos tipos de sarna diferentes que atingem os cães?

Esta doença é causada pelo agressão de certos ácaros na pele dos pets e provoca um grande desconforto nos nossos peludos, além de ser muito perigosa – caso não seja tratada o quanto antes.

Basicamente, há três tipos diferentes de sarna, cada um tem suas próprias características:

1. Sarna Sarcóptica

Também chamada de escabiose, esse tipo de sarna é causada pelo ácaro Sarcoptes Scabei, e pode atingir cães de qualquer idade, independente da época do ano.

A doença causa irritação intensa na pele do animal, causando dores e feridas. Isso faz com que ele se coce, morda e lamba – o que intensifica ainda mais os machucados.

Entre os sintomas estão: pele avermelhada, queda de pelo, bolhas e crostas.

Para piorar, ela é altamente contagiosa e é considerada uma zoonose, ou seja, pode ser passada para humanos também.

A forma de transmissão é através de contato direto com outros animais infectados.

2. Sarna Demodécica

Também conhecida como sarna negra, o ácaro por trás deste tipo é o Demodex Canis.

Ela não é contagiosa, mas sim genética. O seu agente está presente nos cães, mas se manifesta nocivamente apenas se o pet possua uma determinada deficiência imunológica.

Neste caso, é preciso realizar exames para identificar a possibilidade de desenvolvimento da doença. Por ser genética, ela não tem cura, mas é possível controlá-la com tratamento adequado.

Os sintomas são secreções, feridas e calombos na pele e cheiro forte.

3. Sarna otodécica

Esta sarna é popularmente chamada de sarna de ouvido, pois ataca esta parte específica do corpo do pet.

O ácaro Otodectes Cynotis está por trás dela e é transmissível entre cães e gatos.

Entre os sintomas estão coceira intensa na orelha infectada, o que ocasiona feridas no local, além de acúmulo excessivo de cera, gerando otites.

Depois do tratamento da doença, é importante a limpeza constante das orelinhas dos peludos, para garantir que eles não a contraiam de novo.

Se engana quem acha que apenas cães de rua podem pegar sarna.

Os agentes da doença estão presentes em diversos lugares e objetos dentro de casa, como cobertores, estofados e até brinquedos peluciados.

Por isso é importante manter os ambientes que o pet frequenta limpos.

É interessante ter a prática de sempre chegar os pelo do seu amicão em busca de qualquer sinal da doença, além de sempre dar banhos e cuidar da alimentação, para que o seu sistema imunológico esteja fortalecido.

Se o seu pet contraiu sarna, deve-se mantê-lo afastado de outros animais e desinfetar os objetos com os quais ele teve contato.

E, claro, não tome medidas sozinho. Consulte um veterinário para fazer o diagnóstico e orientação adequada de tratamento.

Dessa forma, o seu cãopanheiro receberá os cuidados e acompanhamento necessários!

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